domingo, 7 de maio de 2017

CATEQUESE: A devoção a Maria sustenta a identidade cristã


No Evangelho reflete-se a personalidade bíblica de Maria em sua identidade com Jesus. Já como a mãe biológica é a pessoa mais próxima dele. É apresentada depois como aquela que acreditou. A mulher em quem a identidade se confundia com a fé e por isso a colaboradora incondicional da salvação messiânica. 

A história cristã nos leva à nossa raiz: a origem, a formação e o desenvolvimento da Igreja. É Jesus, o Verbo que do seio da Trindade desce ao seio virginal de Maria de Nazaré. A pedagogia misteriosa de Deus em sua intervenção amorosa na história preparou a encarnação. Ele revelou-se a Abraão. (Gênesis, cap.17 a 25). Convidou-o a uma aliança que lhe daria uma numerosa descendência. Esta reuniu 12 tribos nômades que depois foram escravizadas no Egito. Libertado da escravidão e liderado por Moisés esse povo recebeu a promulgação da Aliança em 10 mandamentos. (Êxodo capítulos 20; 24; 34). No curso da sua história, porém, interesses políticos e ambições de poder prevaleceram sobre a fidelidade a Deus. Então, fiel a si mesmo, o Senhor fez brotar a sua aliança como um rebento novo de um tronco seco. 


O profeta Isaías, 700 anos antes de Maria, descreveu assim a origem davídica do Messias-Salvador: “Do tronco de Jessé sairá um ramo, um broto surgirá de suas raízes. Repousará sobre ele o Espírito de Javé…”. (Is. 11,1-2). Jessé foi o pai do rei Davi.

Na Palestina do tempo de Maria era intensa a expectativa pelo Messias, o salvador prometido por Deus através dos profetas. No tempo messiânico vindouro, todos gozariam da paz e da justiça, do progresso material e espiritual. A promessa da vinda do Messias sustentava no povo o desejo de restabelecer a Aliança com Deus mediante uma vida santa. Mas, o nacionalismo de raça e nação, os privilégios das classes abastadas, o esquema corrompido de reis e elites sociais penalizando os mais pobres, se infiltravam na organização do País e esvaziavam na expectativa messiânica o caráter de conversão para Deus. Por outro lado, havia muita gente piedosa, confiante na Palavra de Deus. Em geral pessoas mais pobres e por isso mesmo abertas ao desejo da justiça messiânica: um dia se cumpririam as promessas de Deus sobre a vinda do Messias!  Entre esse tipo de pessoas estava Maria possuída por uma total entrega a Deus, denominada pelos estudiosos da Bíblia como: a pobre de Javé.

Maria viveu bem no centro do mistério de Jesus. Mesmo não entendendo logo tudo o que se passava com ela desde a encarnação, acolheu e entregou-se totalmente ao querer de Deus. Naquele momento de sua vida a jovem donzela de Nazaré identificou-se plenamente com Jesus. Esperou mais que todos. Ela assumiu a identidade com Jesus antes mesmo da gravidez. Ela o concebeu primeiro no coração e depois no corpo. Que nós saibamos sustentar nossa fé em Jesus por meio da devoção correta a Maria.

Pe. Antonio Clayton Sant´Anna
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