quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O CAMINHO SEGURO QUE CONDUZ A CRISTO


São Luís Maria nos apresenta a consagração total a Virgem Maria como caminho seguro para Jesus Cristo.

No quinto capítulo do “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, São Luís Maria Grignion de Montfort descreve os motivos para nos consagrar a Jesus Cristo pelas mãos da Virgem Maria. São Luís garante que a consagração a Nossa Senhora é um caminho fácil, curto, perfeito e seguro para nos levar à união com Deus (cf. TVD 152). Neste artigo, trataremos da consagração a Nossa Senhora como caminho seguro para chegar a Cristo.

São Luís afirma que “a devoção à Santíssima Virgem é um caminho seguro para ir a Jesus Cristo e alcançar a perfeição, unindo-nos a Ele” (TVD 159). Em primeiro lugar, este é um caminho seguro porque a devoção a Virgem Maria não é nova. Muitos praticaram e divulgaram esta devoção. M. Boudon, escritor da época de Montfort, disse que a devoção a Virgem Maria é tão antiga que não se lhe pode marcar com precisão o início. “Santo Odilão, abade de Cluny, que viveu cerca do ano de 1040, foi um dos primeiros a praticar publicamente esta devoção na França” (TVD 159).


Em 1016, o bem-aventurado Marinho, irmão do Cardeal Pedro Damião, consagrou-se a Santíssima Virgem. Relatos comprovam a consagração de Valter de Birbak, parente próximo dos duques de Lovaina, por volta de 1300. O Padre Simão de Roias, da Ordem da Trindade, pregador do rei Filipe III, transmitiu esta Devoção em toda a Espanha e na Alemanha. Ele obteve do Papa Gregório XV, a pedido de Filipe III, grandes indulgências para todos que praticassem e devoção. Além de Gregório VX, diversos Papas aprovaram esta devoção, que passou por várias perseguições e venceu, sem que nenhum Papa a tenha condenado. Esta consagração só não é muito comum por ser preciosa demais para ser apreciada e praticada por todo o mundo (cf. TVD 163).

Em segundo lugar, “esta devoção é um meio seguro para ir a Jesus Cristo, porque é próprio da Santíssima Virgem conduzir-nos com segurança a Ele, como é próprio de Jesus conduzir-nos seguramente ao Eterno Pai” (TVD 164). Não podemos cair no erro de pensar que Maria seja um impedimento para chegar à união com Deus. Pois, é impossível que aquela que achou graça diante de Deus (cf. Lc 1, 30) atrapalhe uma alma de encontrar a grande graça da união com Deus. Ao contrário, poucas almas atingem a plenitude da idade de Jesus Cristo porque Maria não está suficientemente formada nos corações (cf. TVD 164). Quanto mais a Virgem Maria estiver presente nas nossas orações, contemplações, ações e sofrimentos, mais perfeitamente encontraremos Jesus Cristo (cf. TVD 165).

Montfort ensina que não houve, nem haverá jamais, criatura que nos ajude mais eficazmente a nos unir a Cristo, seja pelas graças que para isso nos comunica, seja pelos auxílios contra o Demônio as suas ciladas. “Onde está Maria, não pode estar o espírito maligno” (TVD 166). Nossa Senhora esmagou todas as heresias deste mundo. Por isso, “um fiel devoto de Maria nunca cairá na heresia ou na ilusão, pelo menos formalmente, por mais que os críticos resmunguem” TVD 167). Este poderá errar, mas logo reconhecerá seu erro, sem querer justificá-lo ou escondê-lo.

Por fim, São Luís Maria recomenda que, quem “quiser avançar no caminho da perfeição e encontrar com segurança e perfeitamente Jesus Cristo, abrace de coração dilatado (2 Mac 1, 3) esta devoção à Santíssima Virgem” (TVD 168). Este é o caminho aberto por Jesus Cristo, um caminho seguro, que nos conduz a Jesus Cristo e à vida eterna. Por isso, entremos neste caminho, que é a consagração total a Virgem Maria, e avancemos por ele, noite e dia, até a plenitude da idade de Jesus Cristo. 

Via CN 
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