11 PAIS FAMOSOS QUE DEIXARAM SEUS EMPREGOS PELOS FILHOS


Há uma razão pela qual lágrimas vêm aos nossos olhos tora vez que vemos Ray Kinsella jogar bola com seu pai no final de Field of Dreams (Campo dos Sonhos). O vínculo entre pai e filho(a) é muito forte naquele momento. 

A vida tem suas voltas e reviravoltas: você nunca sabe o que precisará fazer ou sacrificar pelo bem da família. Então, de vez em quando, você se lembra de outros que fizeram algo semelhante, que tomaram decisões muitas vezes difíceis e impopulares para dar o máximo de valor ao inestimável vínculo paterno.

No início deste ano, o jogador Adam LaRoche, do Chicago White Sox, foi convidado a parar de levar seu filho de 14 anos, Drake, ao centro de treinamento. Aquela atividade, que se tornara uma tradição especial para pai e filho, estava prestes a terminar, assim que Drake ingressasse no colegial. No entanto, LaRoche estava ansioso por esta última experiência, que refletia sua juventude. Ele crescera ao redor dos campos de beisebol com seu pai, o ex-arremessador profissional Dave LaRoche.

Para os atletas profissionais, o trabalho muitas vezes leva para longe da família por mais da metade do ano, mas a que preço? Para os jogadores mais jovens, o salário é bom demais para recusar. No entanto, LaRoche, um veterano com 15 anos como rebatedor, sabia que sua carreira estava chegando ao fim. Isto lhe deu uma oportunidade única.

LaRoche fez o que muitos podem considerar impensável, largou o salário de US$ 13 milhões para passar mais tempo com Drake e o resto de sua família. LaRoche admitiu à revista ESPN que ele amara todos os dias que Drake passava com ele ao longo dos últimos anos, durante os treinamentos de primavera.

Chicago White Sox v Toronto Blue Jays

A essência da decisão de LaRoche era algo que todos os pais lidam diariamente: descobrir a melhor forma de criar os filhos, equilibrando finanças e oportunidades. Minha esposa e eu experimentamos uma encruzilhada semelhante depois que meu primeiro filho nasceu. Faz 15 anos, eu fui demitido de um trabalho de publicidade com a minha esposa ainda em licença maternidade e um recém-nascido de seis semanas em casa. Eu deixei de ser o ganha-pão e virei desempregado.

Outra consideração era o preço da creche. Visitamos as melhores creches e percebemos que o custo – sem mencionar a culpa de deixar nosso pequeno de manhã e buscá-lo somente no início da noite – não valeria a pena.

Como alternativa, decidimos que minha esposa continuaria em seu trabalho de contabilidade, que incluía o plano médico, e eu cuidaria de nosso filho, enquanto trabalharia como escritor freelancer. Foi difícil para minha esposa, que sonhava – como eu fiz – em ficar em casa com nosso bebê, mas a realidade da situação simplesmente não permitiu isso.

Assim, minha esposa voltou a trabalhar, e eu fiquei trabalhando em casa com nosso bebê. Além disso, por causa do meu horário flexível, eu levava todos os dias minha esposa para trabalhar, para que ela pudesse passar mais tempo com o nosso filho, e ainda teve dias que conseguíamos almoçar juntos.

Mas havia outro componente que me ajudou a tomar essa decisão. Sou filho único criado por uma mãe que sempre trabalhou fora, e não me foi oferecida essa experiência na infância. Ao invés disso, eu tive que aprender a ser independente cedo, muitas vezes sentindo como se tivesse perdido um vínculo paterno especial. Estar em casa com meus filhos – dois anos mais tarde veio mais um pequenino – completou o círculo.

Isso também desafiou estereótipos. Não havia muitos pais pegando seus filhos na pré-escola ou passeando pela seção de fraldas do supermercado com um vasto conhecimento de qual pomada para assaduras funciona melhor. Às vezes, era engraçado.

Eu não me importava, eu adorei. Estava fazendo isso pelos meus meninos e minha esposa. Na verdade eu devo gratidão a ela por esta experiência incrível. Ela fez um sacrifício profissional (voltar ao trabalho) pela nossa família.

Quando LaRoche aposentou, muitos disseram que ele estava desistindo. Mas não. Ele estava conquistando um título de valor inestimável: cuidar dos filhos.


Aqui estão 10 pais que também não 
perderam sua vocação:


Cary Grant

Cary Grant tinha 62 quando teve uma filha com a atriz Dyan Cannon. A lendária estrela de cinema ainda teria bons anos em Hollywood, mas tomou a decisão de sacrificar esses papéis por um maior: cuidar de sua filha, Jennifer.

David Letterman

David Letterman brincou com Jerry Seinfeld no ano passado, em Comedians in Cars Getting Coffee, que a vantagem de ter filhos mais tarde na vida é que ele pode esperar estar “morto no momento em que eles começarem a roubar carros”. Ele acrescentou: “Todos os problemas serão do padrasto”. Letterman decidiu encerrar sua carreira no ano passado para passar mais tempo com seu filho, Harry.

John Lennon

Depois que a estrondosa Beatlemania diminuiu, John Lennon passou metade dos anos 70 com seu filho Sean, que ele teve com Yoko Ono. Não é nenhum segredo que o Beatle, que estava muito ocupado por causa de sua carreira durante a infância de seu primeiro filho, Julian, não queria cometer o mesmo erro duas vezes. Além disso, Lennon era louco para voltar à música, mas esperou Sean entrar na escola.



John Hughes

Durante os anos 80 e início dos anos 90, era difícil encontrar um diretor-roteirista de Hollywood mais ocupado que John Hughes. Ele ajudou muitos adolescentes desajeitados com clássicos como Sixteen Candles (Gatinhas e Gatões), The Breakfast Club (Clube dos Cinco), Weird Science (Mulher Nota 1000), Pretty in Pink (A Garota de Rosa Shocking) e Ferris Bueller’s Day Off (Curtindo a Vida Adoidado). Por volta da virada do século, Hughes parou de dirigir para passar mais tempo com sua família. Infelizmente, ele morreu em 2009.

Josh Duhamel

Em termos de carreira em Hollywood, o ator Josh Duhamel estava indo muito bem. Além de trabalhar em televisão e filmes, ele também teve um papel recorrente na sequência de Transformer. No entanto, depois que sua esposa, Fergie, deu à luz seu filho em 2013, Duhamel deixou de atuar para ser um pai que fica em casa.


James Rubin

Enquanto a jornalista Christiane Amanpour estava viajando pelos países devastados pela guerra, seu marido, James Rubin, decidiu deixar seu emprego no governo para cuidar do filho deles em Londres.

Dave Chappelle

Durante o início da década de 2000, Dave Chappelle não só estava em turnê de grandes dimensões, mas o seu “Chappelle’s Show” era aclamado pela crítica. E então, de repente, ele saiu de cena. Muitas perguntas surgiram sobre o motivo da sua repentina partida, mas enfim se soube que ele decidira passar mais tempo com seus dois filhos.

Joe Gibbs

Como treinador do Washington Redskins na década de 80 e início dos anos 90, Joe Gibbs ganhou três anéis do Super Bowl antes de chocar o mundo e deixar o futebol americano para passar mais tempo com sua família.

David Beckham

O grande jogador de futebol David Beckham tinha uma carreira de 20 anos. Depois de jogar na Europa e nos EUA, com 37 anos, o modelo e porta-voz abandonou sua carreira para passar mais tempo com sua esposa, a Spice Girl Victoria Beckham, e seus quatro filhos.

Rick Moranis

Foi há aproximadamente 20 anos que Rick Moranis desapareceu dos holofotes. O ator conhecido por papéis memoráveis em Ghostbusters (O Caça Fantasmas), Little Shop of Horrors (A Pequena Loja dos horrores) e Honey, I Shrunk the Kids (Querida, Encolhi as Crianças) rapidamente se tornou um fenômeno. Descobriu-se que o comediante canadense sacrificara sua carreira para criar sua filha depois que sua esposa morreu de câncer. 


*John Benson escreve para vários jornais em Ohio. Quando não está escrevendo sobre a vida, música ou entretenimento, ele pode ser encontrado treinando seus dois filhos no basquete e beisebol ou assistindo a filmes com sua esposa, Maria.

Texto Original: http://forher.aleteia.org/articles/11-famous-dads-quit-jobs-kids/

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